À porta do Mercado Municipal, uma grande confusão se formara. Veio gente de toda parte ver o Seu Javarine todo enrascado. Seu Javarine, velho de guerra, cabra forte aos mais de setenta, diz dar trabalho quando rapariga é o caso. Desentendera-se com uma profissional liberal. A moça dizia que teria prestado serviços pessoais bem ali, de trás do Mercadão, e que o homem não queria pagar devidamente sua prestação. Seu Javarine se defendia afirmando que o serviço não fora de boa qualidade e que pagaria no máximo ‘cinco conto’, e ainda assim por caridade. Seu Javarine, cabra porreta, do tipo que desaforo não leva nem aceita, disse que resolveria a questão no tapa, na faca e até diante do delegado, mas que mais de ‘cinco conto’ não pagava, pois seu dinheiro estava contado para o feijão e a farinha de puba. A profissional liberal, revoltada, chamou a polícia e junto veio a gente da televisão, e o circo fora montado. @SeuJavarine: “si tive farinha cum feijão eu topu tudo fiu”terça-feira, 31 de maio de 2011
[TIMELINE 101] – 31.05.11 [21:09]
À porta do Mercado Municipal, uma grande confusão se formara. Veio gente de toda parte ver o Seu Javarine todo enrascado. Seu Javarine, velho de guerra, cabra forte aos mais de setenta, diz dar trabalho quando rapariga é o caso. Desentendera-se com uma profissional liberal. A moça dizia que teria prestado serviços pessoais bem ali, de trás do Mercadão, e que o homem não queria pagar devidamente sua prestação. Seu Javarine se defendia afirmando que o serviço não fora de boa qualidade e que pagaria no máximo ‘cinco conto’, e ainda assim por caridade. Seu Javarine, cabra porreta, do tipo que desaforo não leva nem aceita, disse que resolveria a questão no tapa, na faca e até diante do delegado, mas que mais de ‘cinco conto’ não pagava, pois seu dinheiro estava contado para o feijão e a farinha de puba. A profissional liberal, revoltada, chamou a polícia e junto veio a gente da televisão, e o circo fora montado. @SeuJavarine: “si tive farinha cum feijão eu topu tudo fiu”segunda-feira, 30 de maio de 2011
[TIMELINE 101] - 30.05.11 [18:51]
Bem, aqui estou [18h15min]. Já trabalhei uma jornada completa e agora vim correndo para o twitter. Sim, estou viciado nisso. Confesso. Foi neste último final de semana que descobri o vício. Aconteceu que fiquei sem ter acesso a minha timeline e por isso entrei em crise de abstinência; foi algo terrível. Essa situação extrema durou sexta, sábado e parte do domingo. Até então, eu jamais havia imaginado que minhas constantes visitas ao twitter para ler a timeline, e vez ou outra escrever algo, era na verdade um sinal do mal. No ápice da crise, acabei criando outra conta, num ato de desespero. Tive a idéia de dizer que era para uma novela aquele perfil; fiz isso para atrair followers. Só fiquei mais calmo quando comecei a twittar com estranhos e acabei conseguindo 05 seguidores ali mesmo, na hora; foi algo confortante. Mesmo após reaver minha conta e descobrir que estou viciado no twitter, achei a idéia da novela de timeline uma coisa legal. Continuarei com a novela. E isto que você acabou de ler foi mais um capítulo. domingo, 29 de maio de 2011
[TIMELINE 101] - 29.05.11 [13:31]
No mercado municipal, numa fresca manhã de outono onde o vento era capaz de romper e permear por entre frestas de velhas edificações e cordões humanos, pessoas se deslocavam em diversas direções daquela velha construção. O som que Caroline ouviu à distância era o de um velho e desgastado piano, emitindo melancolicamente Nothing Else Matters, Metallica. Bem ali, entre o açougue e uma quitanda, entre os gritos de um vendedor e outro, entre pessoas e pessoas, era a canção que ecoava nas asas do vento. Caroline sentiu a música, mas mais do que isso, sentiu a arte do artista que expressava toda a sua consternação em troca de algum cachê magro, de alguma atenção furtiva, de um pouco de paz interior, quem sabe. Caroline precisava dividir aquilo. Mal podia esperar chegar a sua casa para correr ao computador e expressar para seus 811 followers aquela forte impressão que o pianista do Mercadão lhe causou. @carolinepassos: “Agora, colocar um pianista entre o açougue e os hortifrutis não foi a melhor das idéias, não.”
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