quarta-feira, 1 de junho de 2011

[TIMELINE 101] - 02.06.11 [01:01]

Rente ao tumulto do Mercadão, ela passava. Apressada, queria chegar logo em casa, queria tirar aquela calça apertada e, antes mesmo de tirar a calça, queria twittar e contar que em frente ao Mercadão havia barraco, que na esquina do colégio um menino caiu de bicicleta, que o Inter iria jogar e, independente do resultado, ela o amava. Queria contar que conhecera um cara, beijara um cara, e que achava que estava namorando. Ficou com o blusão do cara, conversou com o cara na padaria. Ela namoraria? Queria, queria, queria que o cara a fizesse sua namorada. Queria por demais ser namorada de um cara bonito, um cara que jogasse bola, um cara comum; um cara que ligasse pra ela a toda hora e ficasse no celular, no msn a ela ligado, conectado. Ela queria contar que o pai era um grande herói que por sorte ela herdara da vida. Queria contar que a mãe e ela tinham um caso de amor pra lá de complicado, que eram gênios idênticos, e por isso não se bicavam. Ela não tinha tempo para tirar boas notas, ela esquecia-se de comer e precisava ser lembrada. Ela tratava de qualquer assunto numa simples twittada, ela tinha uma égua, ela montava. Ela twittava, twittava, twittava...u.u Ela twittava u.u *O* @DanelizeGomes: "Vocês sabiam que existe um mundo lá fora chamado 'real' onde o twitter não é importante? Pensem nisso. ;)"